domingo, 13 de abril de 2014

No Fashion Rio, especialistas dizem como ficam na moda em tempos de carestia

frequentes na cidade.
Blogueira especializada em looks bons, bonitos e baratos, Ana Carolina Soares, designer e autora do blog "Hoje Eu Vou Assim Off", contou à Efe que uma opção é "frequentar bazares, brechós e pontas de estoque".
Para ela, uma prática bastante econômica é procurar as araras com saldos de coleções antigas: "Costumo ir à parte 'off' das lojas já sabendo que peças preciso para complementar o que já tenho e, assim, consigo uma ótima relação custo x benefício", revela.
"São coleções passadas com superdescontos, nas quais vale garimpar peças clássicas, atemporais ou que façam diferença no armário", sugere Ana.
Perguntada se deixa de comprar algo pelos altos preços ou se vale tudo em nome da moda, a jornalista Iesa Rodrigues reagiu: "De jeito nenhum! Não dá para comprar por preços altos. Pelo menos parcelo no cartão".
Iesa lembrou que não é de etiquetas que se faz um guarda-roupa: "A moda independe do preço. É possível estar super na moda sem uma roupa caríssima. Essa democratização das fast fashion, das grandes lojas de roupas populares, proporciona isso".
"O Rio é um lugar bem pródigo em feirinhas... brechós eu não curto muito (risos)", contou a especialista.
A segurança do evento Suelen Mezzini, de 26 anos, curte. Ela estava vestida dos pés à cabeça de peças com peças segunda mão: "Eu vou muito a brechós. Perto da minha casa, em São João de Meriti (RJ), tem vários. A dica é olhar direitinho, ver se a peça está inteira... eu compro até sapatos. Esses são de lá, assim como o terno!", disse, apontando para os pés.
Para a stylist Bruna Franklin, de 28 anos, "nada se cria, tudo se copia". "Vivo de moda, acordo moda, respiro moda, como moda, durmo moda", brinca a fashionista.
"Se tem algo de que gosto e está muito caro em uma marca, vou procurar um similar em outra que não é tão top. Não estou buscando marca, estou buscando modelo, estampa, cor. Tem que dar uma adaptada", comenta Bruna.
"Além disso, vou numa boa à costureira, ao pólo têxtil... Costureira não é tão fácil achar, mas ainda existe. Leve um modelo, um tecido e peça para copiar. Quem tem, compra, quem não tem, copia."
A fotógrafa Eny Miranda, de 48 anos, analisou a chegada de grifes com preços competitivos à cidade: "Tem marcas vindo com preços muito baixos, outras, com produtos da China muito baratos. As confecções daqui acabam não suportando, daí a tantas lojas estarem fechando ou cheias de dívidas, como a Maria Bonita, por exemplo".
Para não morrer em dívidas, a fotógrafa investe em peças de boa qualidade, que durem: "Na hora de comprar óculos, por exemplo, escolho uma marca boa. Se for comprar um linho, compro um bom. Mesmo assim, parcelo", diz.
"Agora com a chegada da Forever 21, quem, pagando os impostos, o aluguel e as tarifas daqui, vai conseguir vender uma roupa a preço competitivo?" questionou Eny.
Se depender das estudantes Milena Campos e Eduarda Lírio, ambas de 15 anos, ninguém. As duas já visitaram e aprovaram a empresa de fast fashion americana que chegou no fim de março ao shopping Village Mall, de luxo: "É muito boa e bem barata. Calças que numa loja normal seriam R$ 200, lá custam R$ 40. Só é muito cheio: para entrar é uma hora de fila, para pagar, são duas", contou Milena.
"Também sei de algumas feiras de fim de ano, como a da Enjoy, que acontece na própria fábrica. Tem peças que ainda nem saíram da fábrica, bem exclusivas, eu adoro", acrescenta a estudante.
Já a fotógrafa de moda Amanda Almeida, que exibia cabelo rosa, óculos azuis e visual clubber, recomendou a maior feira carioca anual: "Procuro garimpar no Top Fashion Bazar, que tem liquidação de grandes marcas".
Para Elaine de Carvalho, estudante universitária de 40 anos, o lugar é a "Feira do Rio Antigo na Rua do Lavradio (na Lapa). Lá, sempre acho acessórios legais por preços ótimos", indicou. EFE

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